domingo, março 23

. uma véla sobre a lata de nescau .

quando tudo isso acabar, não farei distinção do meu pé esquerdo ou direito. sempre tive dois pés esquerdos, então será fácil. o meu olhar perdido, aquele que quase ninguém gosta porque não tem função ou não denota catarse, estará recheado de areia e tempo. não vou deixar bilhete ou carta ou obra ou árvore plantada. porque bilhete é anacrônico em tempos de e-mails - e tenho muitos e-mails para lembrar de todos eles; cartas ninguém tem mais paciência de ler por serem tão longas e feitas de papel e tinta; obra nenhuma realizei por falta de tempo e conteúdo e as árvores, melhor que eu, resistirão a tanta devassa e lama.

gostaria de ter viajado mais e amado menos. gostaria de ter aprendido a nadar e a desenhar. e ter aprendido a fazer bombons para presentear, manipular o cacau e os sonhos.

terça-feira, março 18

. mensagem de celular .

enviei estas mensagens para aurea em 2005. ela as recuperou como uma cápsula do tempo.

"fotografar é uma piscadela invertida. entao olhar é dar movimento ao inerte"

" os semáforos escondem um cinema. ela quer fazer narrativas de amor na atenção do amarelo"

quinta-feira, março 13

. diálogos impertinentes .

-- você perdeu um certo charme quando deixou de ser dramático.
-- ...
-- mas quando vai deixar de ser tão intenso?

domingo, março 9

. a véspera de alice - trailer .



na verdade é o íncio.
na integra, em breve.

domingo, março 2

pouco

"Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive "

Fernando Pessoa
(enviado por Vandreza)