domingo, março 23

. uma véla sobre a lata de nescau .

quando tudo isso acabar, não farei distinção do meu pé esquerdo ou direito. sempre tive dois pés esquerdos, então será fácil. o meu olhar perdido, aquele que quase ninguém gosta porque não tem função ou não denota catarse, estará recheado de areia e tempo. não vou deixar bilhete ou carta ou obra ou árvore plantada. porque bilhete é anacrônico em tempos de e-mails - e tenho muitos e-mails para lembrar de todos eles; cartas ninguém tem mais paciência de ler por serem tão longas e feitas de papel e tinta; obra nenhuma realizei por falta de tempo e conteúdo e as árvores, melhor que eu, resistirão a tanta devassa e lama.

gostaria de ter viajado mais e amado menos. gostaria de ter aprendido a nadar e a desenhar. e ter aprendido a fazer bombons para presentear, manipular o cacau e os sonhos.

Um comentário:

Ana disse...

Eu viajei demais e amei demais, meu amigo. Ando em falta com você, né? Trabalhando muito, muito mesmo pra nao me dar tempo de perceber.

Hershey, é um bom remédio. Mas só Lindt cura.

Muitos beijos. Prometo dar o ar da minha graça em Abril. Gosto do outono