o colírio é a chuva de hidratar.
o cisco, o abudo de crescer.
o cílio, a madeira de moldar.
o piscar, o dia de volta.
para o beijo
que semeadura
teu olho
o girassol
ao redor
da íris.
em perspectiva,
o que desabrocha
está entre o que se vê (florece)
e o que é florido (visto).
para marcela
Domingo, Novembro 22
Terça-feira, Novembro 17
tsuru.10
não perca sua carteira. guarde um tanto de mente sã paras as engrenagens da vida concreta. as engenhocas da vida sonhada são imperfeitas (sonhando ser perfeitas), mas a física do mundo concreto não perdoa.
tsuru.09
ter a vida de pouco bons excessos.
velocidade para chegar mais cedo
e surpreender quem espera.
velocidade para chegar mais cedo
e surpreender quem espera.
Domingo, Novembro 15
love love love
sou a soma de todas as mulheres que deixei de amar.
sou o excesso de amor que elas descobrirão.
o amor segundo e desmedido.
sou o excesso de amor que elas descobrirão.
o amor segundo e desmedido.
Quinta-feira, Novembro 12
tsuru.08
e se venta tanto pode ser que leve os cortinados do varal.
mas também pode ser que faça secar mais rápido.
mas também pode ser que faça secar mais rápido.
tsuru.07
bonito é o teu coração dizer que é animal alado e imaginário.
o amor é o teu coração ter uma boca assim.
o amor é o teu coração ter uma boca assim.
Segunda-feira, Novembro 9
tsuru.01
a cada dobra de papel, a cada forma peculiar, eu seco uma gota da sua solidão para os dias que se cuidar.
* retomando um projeto antigo, chamado "mil tsurus". republicarei os posts antigos, mas aviso quando for novo.
* retomando um projeto antigo, chamado "mil tsurus". republicarei os posts antigos, mas aviso quando for novo.
Quarta-feira, Outubro 28
Domingo, Outubro 25
tokyo, tokyo
ando sonhando com tokyo.
passos semi-pisados em casa.
ela se faz de desentendida
tal qual pão sem nacionalidade.
todos os pães estão em tokyo.
tokyo é para onde nos desencontramos.
perdemos o eu para tornarmos parte.
sonho o desejo de me perder em tokyo
e em parte te encontrar.
as placas dizem a mais mentirosa verdade.
e teus olhos de estrangeira
reconhecerão em mim o país que também sonhou.
emitiremos os nossos passaportes amorosos
e imigraremos um ao outro.
de tokyo partem os corações que não voltam mais.
ando sonhando com tokyo.
estou prestes a me apaixonar.
passos semi-pisados em casa.
ela se faz de desentendida
tal qual pão sem nacionalidade.
todos os pães estão em tokyo.
tokyo é para onde nos desencontramos.
perdemos o eu para tornarmos parte.
sonho o desejo de me perder em tokyo
e em parte te encontrar.
as placas dizem a mais mentirosa verdade.
e teus olhos de estrangeira
reconhecerão em mim o país que também sonhou.
emitiremos os nossos passaportes amorosos
e imigraremos um ao outro.
de tokyo partem os corações que não voltam mais.
ando sonhando com tokyo.
estou prestes a me apaixonar.
Sexta-feira, Outubro 23
Sexta-feira, Outubro 16
. terceira pessoa .
encontrei uma pessoa da qual uma amiga me falou bastante. ao me apresentar, ela me perguntou se eu era o marcio dos vídeos. e conversamos assim: como se os amigos comum fosse uma linguagem para perguntar sobre o que foi dito e o que poderia ser.
Terça-feira, Outubro 13
Sábado, Outubro 10
. o fim da poesia .
entre os vasos de temperos deixados a sorte,
havia um de poesia que resistia tal qual o alecrim.
sua dona, nestes dias de longe,
almoçava muito fora
e voltava muito cansada para jantar.
mas de manhã,
enquanto preparava o café rápido,
sempre via de relance a sombra de seus temperos da janela.
e os lábios rachados da secura do dia
faziam com que pegasse um copinho de água e irrigasse o que restava.
assim a poesia resistia a miséria como lembrança rachada.
havia um de poesia que resistia tal qual o alecrim.
sua dona, nestes dias de longe,
almoçava muito fora
e voltava muito cansada para jantar.
mas de manhã,
enquanto preparava o café rápido,
sempre via de relance a sombra de seus temperos da janela.
e os lábios rachados da secura do dia
faziam com que pegasse um copinho de água e irrigasse o que restava.
assim a poesia resistia a miséria como lembrança rachada.
Terça-feira, Outubro 6
. casa de baile .
havia uma noiva e um lago. e havia também águas que bailavam. o vestido não se arrastava e a tiara estava enfeitada com flores outonais. o céu ameaçou cinzas. os peixes, sonhar. os paparazzi perderam a graça com suas máquinas de captura.
e todos esperavam a música.
aproximando-me, eu vi a noiva rodar. pude perceber a armação que dava ao quadril a leveza aparente dos vestidos. os ombros nus. a boca que brilhava e o pó que amenizava a idade. na casa de baile, os convidados venceram seus cansaços.
quando a música parou, o vestido pousou. todos despediam-se e a noiva veio até mim:
- não quis bailar comigo?
- não, eu quis casar com você.
e todos esperavam a música.
aproximando-me, eu vi a noiva rodar. pude perceber a armação que dava ao quadril a leveza aparente dos vestidos. os ombros nus. a boca que brilhava e o pó que amenizava a idade. na casa de baile, os convidados venceram seus cansaços.
quando a música parou, o vestido pousou. todos despediam-se e a noiva veio até mim:
- não quis bailar comigo?
- não, eu quis casar com você.
. almoço .
garçon mineiro sensível a solidão
deu-me um desconto no prato.
e sugeriu que pagasse uma bebida
a uma mulher que almoçava também só.
deu-me um desconto no prato.
e sugeriu que pagasse uma bebida
a uma mulher que almoçava também só.
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