quarta-feira, setembro 23

. ela mesma .

eu sempre peço para as pessoas que vão para longe que mandem postais. talvez eu acredite que fazer algo tão clichê seja um modo de observar o mecanismo do mundo funcionando. as centenas de cópias da mesma foto com legendas. o espaço do selo. a pequena área para contar sinteticamente o que os olhos acreditam eterno. um pequeno suspiro para pensar nas palavras que melhor serão recebidas pelo remetente. o carimbo indicando a moeda local.

é um pedido para que pense em mim em um momento tão singular na vida. é também uma oportunidade para quem pudesse se sentir meio tolo em enviar cartões postais em época de imagens digitais. gosto de pensar que todos os postais querem me convencer para partir também.

mas a minha cabeça não é tão boa para essas coisas. viajo muito na cabeça e coração. mas o espaço das fronteiras me angustiam um pouco. acho que é porque me dá uma sensação ainda maior de que compreendo muito pouco tudo que me rodeia.

viajo amanhã. nem é tão longe. o lugar e a pessoa. estou um pouco ansioso, confesso. é um mundo que conheço mas nunca vi. tenho comigo que cumpro uma promessa e gosto de pagar promessas quando é um jeito de acredita melhor.

vou passar em bancas para ver postais. perguntarei preços de selos.

mas chegarei antes.

Um comentário:

Natalie S. Dowsley disse...

que sua viagem, para perto ou para longe, seja profunda e te dê a possibilidade de fazer boas descobertas... em você, nos outros, no mundo.